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Armando Esteves Pereira

Os recados do FMI

Se houver perdão a Atenas, há dinheiro dos contribuintes portugueses que é perdido.

Armando Esteves Pereira(armandoestevespereira@cmjornal.pt) 1 de Fevereiro de 2015 às 00:30

Enquanto muita gente olha para Atenas com a esperança vã de o furacão Syriza acabar com a austeridade na Europa, o FMI, através do antigo chefe de missão Subir Lall, lembra que o chamado processo de ajustamento em Portugal vai durar "vários anos, independentemente do partido no poder". O FMI avisa que as eleições legislativas deste ano vão dificultar os consensos em torno das reformas necessárias para o País, criticando os "sinais já visíveis de período pré-eleitoral" e antecipando "a tentação de optar por políticas populistas". Felizmente, vivemos em democracia. E o FMI não manda em tudo.

Este braço de ferro entre o novo governo grego e a troika por causa da dívida pública tem consequências na nossa vida. Se houver perdão a Atenas, há dinheiro dos contribuintes portugueses que é perdido. Há ainda a previsível subida dos juros portugueses se a Grécia entrar em incumprimento.

O Governo concretizou o maior favor aos bancos ao reduzir em cerca de dois terços os juros dos certificados de aforro. Um erro. 

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