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Armando Esteves Pereira

Um país de ‘nem-nem’

13 em cada 100 jovens até aos 34 anos não estudam nem trabalham.

Armando Esteves Pereira(armandoestevespereira@cmjornal.pt) 11 de Fevereiro de 2017 às 00:32
O número de  jovens, dos 15 aos 34 anos, que não estudam nem trabalham, os chamados ‘nem-nem’, é assustador. São cerca de 300 mil, revelam estatísticas do INE.  

Uma visão otimista dirá que em 2015 o número ainda era superior, mas não nos podemos conformar com tamanho desperdício de recursos. Um jovem que não estude, não trabalhe, nem esteja ocupado em qualquer ação de formação, significa que está a perder oportunidades. Não é só ele que perde, nem a família angustiada que sofre com a situação.

Num país onde os recursos naturais no território terrestre são escassos e na zona económica exclusiva marítima ainda estão por explorar, os recursos humanos constituem o pouco capital de que dispomos para aumentar a riqueza.

Por isso o facto de 13 em cada 100 jovens estarem desocupados merecia mais atenção. Se não tratarmos bem o capital humano potencial, estamos condenados à pobreza. Mas não basta só depositar estes jovens na escola ou em cursos de formação para enganar as estatísticas.

É preciso formação com qualidade.
questões sociais formação jovens
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