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Bruno Figueiredo

A brincar, a brincar…

A falta de um parafuso pode resultar em lesões graves.

Bruno Figueiredo 28 de Novembro de 2016 às 01:45
Desde 2013, a ASAE inspecionou cerca de 516 espaços de jogos e recreio, tendo detetado falhas, algumas de segurança, em 37 por cento deles. No ano passado, a Câmara Municipal de V. N. de Gaia foi condenada por um acidente ocorrido há 13 anos num parque infantil sob sua gestão.

A vítima, uma criança então com 7 anos, perdeu parte de um dedo enquanto brincava num balancé. Falhas aparentemente inócuas, no caso, a falta de um parafuso, podem resultar em lesões graves e permanentes.

Ressalve-se que a ASAE apenas intervém nos espaços cuja gestão pertence às autarquias locais. Se nesses o panorama não é nada favorável, imaginemos nos demais, cuja competência fiscalizadora pertence às Câmaras Municipais.

Será que gerindo mal os parques infantis à sua responsabilidade, as Câmaras são eficazes na fiscalização dos espaços sob gestão de outras entidades? No mínimo, falham no exemplo que dão.

Em Portugal existem cerca de 3000 freguesias e 300 municípios, cada qual com o seu parquezinho infantil. Os 516 que a ASAE inspecionou serão, pois, uma amostra escassa da realidade. É, contudo, a amostra possível face aos recursos humanos existentes. Literalmente, andamos a brincar…
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