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Bruno Figueiredo

Contas de merceeiro

Um merceeiro já teria tratado de inverter a situação.

Bruno Figueiredo 9 de Janeiro de 2017 às 01:45
O ano de 2017 começou para a ASAE tal como terminou: com a debandada dos inspetores formados no organismo. No dia 2 de janeiro, mais um excelente operacional da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) saiu em mobilidade para a Autoridade para as Condições do Trabalho.

O motivo foi o de sempre: um salário incompatível com as exigências da profissão e a mortal aspiração de progredir na carreira. Na mesma data, apresentou-se uma inspetora proveniente da Inspeção Geral da Saúde (IGAS). Sai um, entra outro. Para quem apenas sabe fazer as mais elementares contas de merceeiro, o saldo é nulo. Será?!

O inspetor demissionário tinha um salário de 850 euros. A inspetora da IGAS receberá 2700 para (tentar) fazer o que o outro fazia. O primeiro, frequentou um curso de acesso à carreira de inspeção da ASAE, cursos de investigação criminal, de técnicas de interrogatório, de vigilância e seguimentos, de armamento e tiro, possui centenas de horas de formação em segurança alimentar e fiscalização económica.

A segunda poderá ser um diamante, mas ainda estará por lapidar. E a que preço?! Perante esta realidade, qualquer merceeiro já teria visto o prejuízo e trataria de inverter a situação...
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