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Bruno Figueiredo

Sobreviver

O buraco na areia já o fez há muito. Volta e meia enfia a cabeça.

Bruno Figueiredo 31 de Outubro de 2016 às 01:45
Recentemente, o Inspetor-Geral da ASAE foi confrontado por uma jornalista com a greve ao trabalho suplementar que já vigora na ASAE desde 2007.

A pergunta, em jeito de afirmação, foi factual e objetiva: "Não tem sido fácil sobreviver a esta greve". Da parte do dirigente máximo do organismo, a resposta foi devolvida em pergunta, acompanhada de um sorriso inapropriado, revelador da sua completa despreocupação face à difícil realidade que o organismo atravessa: "Para quem? Para os grevistas ou para a ASAE?".

Num universo de 180 inspetores em atividade operacional, um único grevista deveria preocupar o Sr. Inspetor-Geral. Mas para o Dr. Pedro Portugal Gaspar a negação tem sido a principal estratégia. O buraco na areia já o fez há muito. Volta e meia enfia a cabeça. É mais cómodo.

Voltando à sobrevivência… Há muito que os grevistas sobrevivem com dificuldades. Os grevistas e os demais. Sobrevivem aos cortes na formação, às avarias dos veículos na estrada, à debandada dos colegas, ao congelamento das progressões, à falta de um estatuto de carreira, à perda de especialização, ao trabalho suplementar não remunerado...

Mas sobreviverá a ASAE ao Dr. Pedro Portugal Gaspar?!
ASAE Pedro Portugal Gaspar inspetores
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