Barra Cofina

Correio da Manhã

Colunistas
4
Piloto morre em corrida de motos no Estoril

Bruno Figueiredo

'To be, or not to be'

Não seremos descartados da polícia quando não interessa.

Bruno Figueiredo 19 de Setembro de 2016 às 01:45
Está para consulta nas associações representativas de militares e polícias, o projeto-lei que regulará as condições de atribuição das pensões desses profissionais. Os Inspetores da ASAE ficam à margem.

Em maio, a ASF-ASAE remeteu um ofício ao Dr. António Costa, recordando que os Inspetores da ASAE também estão sujeitos ao regime de disponibilidade permanente e exercem as suas funções em condições de risco e perigosidade análogas às dos demais Órgãos de Polícia Criminal, condições que estão subjacentes a um regime especial no acesso à reforma.

Mas o Estado Português apenas se lembra que a missão da ASAE envolve riscos e está sujeita à disponibilidade permanente, quando cria um diploma e atribui competências de investigação. Tomemos por exemplo o D.L. 54/2012, cujo escopo é a prevenção e combate ao furto de metais não preciosos.

A fiscalização e investigação competem, e cito, "às forças e serviços de segurança e à ASAE". Terá sido um lapso? Seria, "aos escuteiros mirins e à ASAE?" Com arma distribuída pelo Estado e não sendo reconhecido o risco, os inspetores da ASAE ponderam agora entregá-las. Não seremos polícias quando interessa e descartados quando não interessa.
inspetores ASAE António Costa Estado
Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)