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Carlos Anjos

Crueldade

Felizmente há a Lei que nos impede de ser como Moisés.

Carlos Anjos 13 de Novembro de 2015 às 00:30
Moisés Fonseca assassinou à facada a ex-companheira, mãe do seu filho, por não aceitar o fim da relação. Moisés entendia que Carla era um objeto e ele o dono. Privou o filho de crescer com a mãe, tal como privou os pais de Carla da presença da filha. Mas terá feito pior.

Uns meses antes, o irmão de Carla desapareceu de forma misteriosa. Mal se soube que Moisés havia assassinado a mãe do seu filho, passou também a suspeito do desaparecimento do cunhado. Moisés terá assumido informalmente à PJ que foi ele o autor da morte do cunhado. Recusa-se, porém, a prestar declarações e a dizer onde está o corpo. Terá dito que só esclarece o crime se ficar com a guarda do filho. Daqui ressalta a desumanidade de Moisés.

Em cerca de quatro meses matou os dois filhos de um casal, destruiu-lhe a vida e arroga-se no direito de querer manipular a justiça. E mesmo sabendo que ele foi o autor de um crime de homicídio, Moisés continua protegido pela Lei. É esta a diferença dos Estados de Direito. Há casos em que nos lembramos da tortura, mas felizmente existe a Lei, que nos impede de ser iguais a ele.
opinião Carlos Anjos
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