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Carlos Anjos

Violência juvenil

Há pais que querem ser os melhores amigos dos filhos, em vez de... pais.

Carlos Anjos 6 de Janeiro de 2017 às 01:45
As imagens chocantes de um grupo de jovens a agredir de forma bárbara um menor de 15 anos, a soco e pontapeando-o na cabeça, chocaram o país, tal como a forma como os cobardes eram incentivados pela plateia, com a vítima já prostrada no chão. Mas não é caso isolado.

Recentemente, ocorreu o caso com os filhos do embaixador iraquiano; o de um jovem que tirou a vida a outro em Gondomar; ou as agressões perto do Colombo de três raparigas a outra, caso em tudo semelhante a este, agora, de Almada. Ou ainda a agressão bárbara, na Figueira da Foz, que teve um jovem de 16 anos como vítima de um grupo de raparigas.

Existem vários problemas, a começar na educação que os pais dão aos filhos e que os leva a preferir ser os melhores amigos dos filhos em vez de quererem ser simplesmente pais, e com isso assumirem a educação dos filhos. Temos de ser, acima de tudo, pais, coisa que é muito difícil.

A escola, porque se demite hoje completamente do seu papel, tendo passado a ser um depósito de jovens. E todos nós, pais, escola e sociedade, temos de perceber que nestes casos a diferença entre vida e morte é uma linha ténue. E, como pais, podemos ver o nosso filho perder a vida ou ser preso por muitos e bons anos.
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