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Carlos Anjos

A lei e Pedro Dias

Agora apareceu um suspeito que criou um ITP itinerante.

Carlos Anjos 28 de Outubro de 2016 às 01:45
Em 2000, criou-se o Incidente Tático Policial (ITP). Até aí, quando existia um problema com a prática de um qualquer crime, tomava conta do mesmo a força policial competente para a investigação do mesmo.

A partir desse momento as coisas mudaram: agora, quando ocorre um crime grave que ponha a ordem pública em causa, a polícia territorialmente competente (GNR ou PSP) assume a reposição da ordem pública.

Depois desta estar reposta, inicia-se a investigação criminal pela polícia competente – nos casos mais graves, a PJ. Sempre afirmei que isto tinha tudo para correr mal, mas com mais ou menor dificuldade, as coisas foram-se resolvendo.

Acontece que agora apareceu um suspeito mais inteligente, que criou um ITP itinerante. O crime ocorreu em Aguiar da Beira e foi-se multiplicando ao longo de mais de 300 quilómetros, com sequestros, furtos e outros crimes. Paralelamente a ordem pública ainda não foi reposta, pois as pessoas estão amedrontadas.

Assim, temos duas estratégias conflituantes: a manutenção da ordem pública, onde é necessário grande visibilidade de meios, e a investigação criminal, que para ser eficaz tem de assentar na discrição. Pedro Dias pôs a nu as deficiências da lei.
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