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Piloto morre em corrida de motos no Estoril

Carlos Anjos

A formação alemã

Rapidamente vai aparecer alguém a propor alterações.

Carlos Anjos 3 de Abril de 2015 às 00:30

Imaginem que um candidato iniciava o curso de piloto e que, pouco tempo depois, interrompia devido a uma depressão. Seis meses passados, a pessoa regressava ao curso. Imaginem que concluía o curso e que lhe era concedida a licença de voo. Imaginem que o agora piloto continuava com problemas e mantinha acompanhamento psicológico e psiquiátrico, por ter tendências suicidas.

Imaginem que a entidade patronal sabia destes factos e, mesmo assim, o aceitara como piloto. Imaginaram? Bom, tenho a certeza de que em Portugal esta situação nunca aconteceria. Mas aconteceu na Alemanha, sendo que o CEO da Lufthansa nos disse que a formação/seleção dos pilotos alemães era a melhor do mundo. Infelizmente, não era. Espero que ninguém obrigue a copiar aquela formação ou pelo menos a avaliação psicológica que ali se faz.

Os sindicatos e associações dos pilotos de linha área que se preocupem, já que rapidamente vai aparecer alguém a propor uma alteração profunda às regras. Quiçá unir pilotos militares com civis, como recentemente uns académicos propuseram para as polícias. 

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