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Carlos Anjos

A operação da PJ

Com 500 inspetores a investigar a corrupção, o défice desaparecia.

Carlos Anjos 5 de Fevereiro de 2016 às 00:30
Na recente operação da PJ foram detidas personalidades conhecidas da sociedade portuguesa e outros, também muitos conhecidos, terão sido alvo de buscas e eventualmente constituídos arguidos nesta primeira fase. Os valores envolvidos neste eventual crime estão ainda por apurar, mas parece que podem ascender a centenas de milhões de euros.

Segundo as notícias, para além da apreensão de imóveis e de viaturas, tudo de luxo, só em casa de um dos detidos terão sido apreendidos oito milhões de euros em dinheiro. Esta operação mostra-nos algumas evidências: a primeira é que quando as instituições fazem aquilo para que estão destinadas, as coisas acontecem. O Ministério Público preside ao inquérito e a PJ investiga. Simples, eficiente e eficaz. Quando se baralham os papéis ou se quer inventar, a possibilidade do disparate é enorme.

Depois, uma constatação: aos envolvidos neste tipo de processos, nunca ninguém conheceu uma atividade produtiva, sendo difícil perceber como vivem e têm tanto dinheiro. Um inspetor da PJ dizia-me que com 500 inspetores a investigar a corrupção, não eram necessárias negociações com Bruxelas, pois o défice desaparecia: o que era necessário era uma nova cadeia.
PJ Ministério Público Bruxelas política
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