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Carlos Anjos

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Quando contribuímos para uma obra social de apoio aos mais desfavorecidos é pura caridade.

Carlos Anjos 5 de Dezembro de 2014 às 00:30

Todos sabemos o que são e valem os pareceres jurídicos. Existem para todos os gostos e feitios. Os mais proeminentes juristas são capazes de defender toda e qualquer situação e simultaneamente o seu contrário. Soubemos agora que dois proeminentes professores de Direito da Universidade de Coimbra consideram a prenda de 14 milhões dada por José Guilherme a Ricardo Salgado como uma espécie de ato de solidariedade. Para o prof. Calvão da Silva, a prenda "é um bom princípio de uma sociedade que se quer seja uma comunidade, com espírito de entreajuda e solidariedade. De outro modo, ninguém estaria disponível para dar um conselho, uma recomendação ou informação". Foi aqui que percebi a diferença entre caridade e solidariedade. Afinal, quando contribuímos para qualquer obra social de apoio aos mais desfavorecidos é pura caridade, já que a solidariedade não é para os bolsos dos portugueses. Gostava de saber qual terá sido o valor ou a "liberalidade", puramente solidária, é certo, que aqueles professores receberam pelos pareceres que deram. Não é que afinal uma prenda de 14 milhões de euros nada mais é que uma ação solidária?

Direito da Universidade de Coimbra José Guilherme Ricardo Salgado Calvão da Silva questões sociais
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