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Carlos Anjos

Apurar a verdade

Temos de saber o que falhou, quem falhou e porque falhou.

Carlos Anjos 18 de Novembro de 2016 às 01:45
Sempre que se frequenta um curso operacional nas Forças Armadas, uma das expressões mais ouvidas sobre a dureza da instrução é ‘Treino difícil, combate fácil’. Não sei se é verdade, pois nunca estive em combate, mas acredito que sim.

Por isso, a instrução de uma qualquer força especial tem de ser muito dura, onde só os melhores e mais bem preparados chegam ao fim. A função dos Instrutores é essa: exigir tudo, mas sem colocar a vida dos instruendos em perigo e perceber quem são os que têm condições para chegar ao fim com êxito.

Não podemos é aceitar que o limite seja a falência física, a morte. Ou o curso é demasiado duro e nem os melhores conseguem chegar ao fim ou os instrutores, num claro abuso de poder, exigem mais do que alguns seres humanos podem dar.

Todos aceitávamos que naquele curso de comandos, todos os que foram parar à enfermaria fossem eliminados. Não podemos aceitar que se deixasse chegar aqueles jovens a um estado físico de falência orgânica. Da mesma forma que não podemos aceitar que se demore mais de oito ou nove horas para os transferir para um Hospital. Foi tudo muito mau e, por isso, exige-se o apurar de responsabilidades.
Forças Armadas saúde questões sociais comandos
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