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Carlos Anjos

Apurar culpados

Não podem morrer inocentes em acidentes com árvores ou fogos.

Carlos Anjos 5 de Janeiro de 2018 às 00:30
O presidente da Câmara do Funchal foi constituído arguido no caso da queda de uma árvore, em agosto do ano passado, junto à Igreja do Monte, onde morreram 13 pessoas e ficaram feridas 50. Paulo Cafôfo, o presidente da Câmara, bem como a vereadora do Ambiente e outro funcionário da autarquia terão sido constituídos arguidos no processo-crime.

É muito positivo que esta investigação tenha sido instaurada, e que se apurem responsabilidades. A culpa não pode continuar a morrer solteira. Não sabemos se as pessoas, agora constituídas arguidas, vão ser acusadas e depois julgados pela ocorrência.

O que todos queremos é que quem tem a responsabilidade de manter os espaços públicos em condições de segurança, a qual lhe é concedida por todos nós através do voto, assuma esse desiderato e cuide efetivamente da segurança dos portugueses. Não podem continuar a morrer pessoas inocentes em acidentes com árvores, em incêndios ou noutra qualquer situação.

Uma das funções mais importantes do Estado é garantir a segurança dos seus cidadãos, e todos aqueles que são democraticamente eleitos para cargos públicos têm de ter esta realidade bem presente. Neste campo, a tolerância é zero.
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