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Carlos Anjos

As CPCJ

Estas estruturas têm de ser profissionais e operativas.

Carlos Anjos 17 de Abril de 2015 às 00:30

Depois da morte de duas crianças às mãos dos pais, muitos direcionaram as críticas para as Comissões de Proteção de Crianças e Jovens. Essas críticas são ainda mais acentuadas para os membros da CPCJ de Loures, uma vez que a menina e o irmão estavam referenciados há seis meses como vítimas de maus-tratos e nada foi feito.

Tudo isto deve ser verdade. Mas não queiramos encontrar culpados apenas para apaziguar as nossas consciências. O problema não é dos membros das CPCJ. O único erro destas pessoas é provavelmente o facto de estarem em funções sem que disponham das mínimas condições para efetuar o trabalho que se lhes exige. Será que conhecem as condições em que as CPCJ funcionam? Os meios que dispõem? Será que naqueles organismos está alguém a tempo inteiro, ou vão fazendo o que podem em acumulação de funções com a sua profissão? Esta problemática não se resolve com amadorismos.

Estas estruturas têm de ser profissionais e operativas, para reagirem de imediato e conseguirem resolver os problemas, ou vamos andar eternamente a chorar as vítimas e a acusar aqueles que afinal também não têm culpa. 

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