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Carlos Anjos

Meco

Continuar é acima de tudo um sofrimento profundo.

Carlos Anjos 6 de Março de 2015 às 00:30

Confirmou-se aquilo que escrevi há dias. A decisão do Juiz de Instrução do Tribunal de Setúbal no caso Meco não agradou aos familiares das vítimas. A decisão é completamente esclarecedora.

Fez-se tudo o que era possível fazer, até foi feita muita coisa que normalmente não se faz, e até se sabia que dali não resultaria coisa nenhuma com interesse para o esclarecimento do caso, e mesmo assim não foi encontrado nenhum indício de que na noite de 14/15 de dezembro de 2013 tenha ocorrido algum crime na praia do Meco. O problema é que os familiares das vítimas querem respostas, que não podem ser encontradas num processo-crime.

Querem acima de tudo falar com o Dux. O problema é que não existe nenhuma lei penal que obrigue o Dux a falar com eles. João Gouveia apresentou uma versão, perfeitamente plausível. Os familiares das vítimas não acreditam e têm versões diferentes. Mas o problema é que não existe forma de descredibilizar a versão de João Gouveia. Dificilmente o desfecho poderia ser outro. Continuar esta saga é, acima de tudo, um sofrimento profundo, de onde não sairá nada de muito diferente.

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