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Carlos Anjos

O profeta chorou em Paris

A barbárie atacou a França. Dois ou três indivíduos atacaram as fundações da sociedade ocidental.

Carlos Anjos 9 de Janeiro de 2015 às 00:30

A barbárie atacou a França. Dois ou três indivíduos atacaram as fundações da sociedade ocidental – a Liberdade, a Liberdade de Expressão e a Segurança –, assassinando, num cobarde ataque, 12 pessoas. Fizeram-no em nome de Deus. Aprendi que os Deuses eram seres superiores, pacíficos, omnipresentes e omnipotentes, e que pretendiam impor que todos nós vivêssemos em Liberdade e em Paz.
Nunca o conseguiram, o que prova que o seu poder, apesar de divino, não é absoluto. Mas erraram sempre na escolha dos seus seguidores. Escolheram para seguidores algumas das piores pessoas que existem. Em nome desses Deuses, mataram-se inocentes, como aconteceu neste caso.
Os Deuses, incluindo neste lote o Profeta Maomé, eram, acima de tudo, tolerantes, mas criaram seguidores intolerantes. Os facínoras que levaram a cabo tão brutal atentado gritaram que tinham vingado o Profeta. Tenho a certeza que, ao ouvir estas palavras, Maomé, que demonstrou não ser omnipresente nem omnipotente, pois caso o fosse tinha impedido o ataque, deve ter chorado copiosamente. 

Segurança Profeta Maomé religião questões sociais
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