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Carlos Anjos

Ordem pública

Onde andariam os agentes policiais? Estariam a prevenir o terrorismo?

Carlos Anjos 29 de Abril de 2016 às 01:45
Continua-se a discutir o terrorismo, nomeadamente questões relacionadas com a informação e a posição da PJ na investigação. Estará a PJ preparada para responder a este problema? Segundo algumas pessoas, ligadas a setores securitários, o problema está apenas na forma como a PJ lida com a informação, não a partilhando devidamente.

Na manhã da última segunda-feira, o país assistiu a um confronto violentíssimo entre um cidadão curdo e um grupo de portugueses de ascendência africana. Durante vinte longos minutos, valeu tudo: murros, pontapés, armas brancas e até disparos. Tudo isto numa zona de diversão noturna de Lisboa, à porta de uma das discotecas da moda, numa zona turística.

Durante estes longos 20 minutos, não se viu um único elemento policial. Onde andariam? Estavam a prevenir o terrorismo? Este incidente demonstrou a falta de capacidade para repor rapidamente a ordem pública, função primeira e a mais importante de uma qualquer força de segurança pública.

Antes de pensarmos num ato de terrorismo, devemos pensar em resolver incidentes de ordem pública, pois são estes que mais insegurança causam, inclusive a uma das principais fontes de receita do país: o turismo.
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