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Carlos Anjos

Sociedade doente

Constatamos que também como pais deixamos a desejar.

Carlos Anjos 2 de Setembro de 2016 às 00:30
Nas últimas semanas assistimos a vários crimes violentos, dos quais resultaram muitas vidas perdidas. O mais difícil de perceber é que os autores dos crimes não são criminosos comuns, dos que fazem do crime a sua vida.

São pessoas normais, com vidas e problemas iguais ao comum dos cidadãos. Isso é que é perturbante. Maridos que matam as esposas e se suicidam, filhos que esfaqueiam os pais para defender as mães, filhos que matam os pais porque querem dinheiro para a droga, mães que matam os filhos, pais que violam as filhas, um sem-número de verdadeiras tragédias sociais.

Agora fomos também confrontados com os problemas da adolescência e juventude, com jovens de tenra idade que saem à noite e, por motivos fúteis como uma rapariga, um cigarro ou um charro, agridem-se até um deles ficar às portas da morte ou mesmo até à morte. Uma agressividade sem limite. Foi assim em Ponte de Sor e  em Gondomar.

Esta violência juvenil e falta de controlo sobre a vida dos nossos filhos vem demonstrar a doença social de que padecemos. Já todos sabíamos que éramos maus como filhos, como maridos e como esposas. Constatamos que também como pais deixamos a desejar. Uma sociedade muito doente.
Ponte de Sor questões sociais morte
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