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Carlos Garcia

Buraco da agulha

Fórmulas excluem primeiro e selecionam depois.

Carlos Garcia 20 de Setembro de 2015 às 00:30
Expectativa. É a palavra que define o presente dos investigadores criminais da PJ. Mais de metade encontra-se envolvida em processos concursais. O que fomenta um indesejável ambiente de competição. Aparentemente, uma lógica aceitável e comum. Mas na PJ, a raridade desses concursos, o grau de exigência e o exagerado número de candidatos, condena-nos ao prodigioso exercício de tentar passar pelo ‘buraco da agulha’.

O problema é que numa instituição que vive do sacrifício das pessoas e da sua capacidade de entreajuda as sequelas resultantes dessa competitividade produzem efeitos graves, perversos e duradouros. Fatores que não deixarão de refletir-se na motivação individual e, consequentemente, na componente operacional.

As fórmulas escolhidas para encontrar os eleitos, sem evolução ao longo de 30 anos, condiciona-nos a concentrar toda uma carreira em 3 horas. São fórmulas que excluem primeiro para só depois selecionar e que possuem um pesado enfoque na vertente jurídica, privilegiando o jurista em detrimento do líder operacional.
investigadores criminais Polícia Judiciária
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