Barra Cofina

Correio da Manhã

Colunistas
7
Piloto morre em corrida de motos no Estoril

César Nogueira

Militares de 2.ª, cidadãos de 3.ª

A APG recorrerá a todas as vias para travar esta injustiça.

César Nogueira 14 de Março de 2015 às 00:30

Desde janeiro de 2015, os profissionais da GNR que passaram à reforma viram a sua pensão reduzida, por força da aplicação do fator de sustentabilidade, em virtude de se reformarem antes dos 66 anos de idade. O que não deixa de ser extraordinário é o facto de ser o seu próprio Estatuto que determina que a partir de determinada idade não possam continuar no ativo, isto num quadro em que não existe nada que reconheça o desgaste e risco da função policial e de toda uma vida sem horário de trabalho. Mais irónico é relevar a esperança média de vida para o cálculo do fator de sustentabilidade, quando os agentes policiais têm uma esperança média de vida bastante inferior à média nacional.

A famigerada condição militar, que tantas vezes serve para punir, reprimir e travar o desenvolvimento da Instituição, neste caso não é um argumento financeiramente viável aos olhos do Governo, já que esta situação não se verifica, e bem, nas F.A. A APG recorrerá a todas as vias, inclusive à judicial, para travar esta tremenda injustiça. Esta é uma batalha de todos.

GNR militares cidadãos Governo reformas
Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)