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César Nogueira

OCDE não vê

Devido à má gestão, muitos dos efetivos têm tarefas não operacionais.

César Nogueira 11 de Fevereiro de 2017 às 00:30
A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), com as suas habituais dignificantes preocupações com a saúde financeira de Portugal e com a despesa pública, designadamente com pessoal ao serviço do Estado, concluiu sumariamente que o nosso país tem polícias a mais.

Se assim é, então porque faltam polícias nas ruas? Aquilo que parece um contrassenso tem uma explicação que pelos vistos passa ao largo das preocupações "humanistas" da OCDE, que vê as pessoas como elementos de um qualquer balancete financeiro. Há objetivamente um rácio polícia-cidadão acima da média europeia devido à má gestão de recursos humanos nas instituições de polícia, onde um número considerável de efetivos desempenha tarefas não operacionais, sem que tenha até hoje existido coragem política para corrigir isso.

Já por outro lado, qual aluno bem comportado, Portugal seguiu de início a premissa de restrição de acesso ao emprego público, o que, no caso da GNR, resultou numa diminuição drástica dos ingressos, muito aquém das saídas, deixando um saldo de efetivo negativo e muitos locais de serviço desprovido de um número adequado de elementos com funções operacionais, deixando-os a funcionar no limite.
Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico OCDE Portugal GNR política
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