Nas páginas deste jornal Fernando Calado Rodrigues alertou, e bem, para a importância do ‘encontro das religiões’ que o Papa Francisco renovou há dias em Assis, terra de boa tradição franciscana. O último desses encontros ocorrera no mesmo local, ainda pela mão de João Paulo II e tentara dar seguimento ao velho sonho ecuménico de João XXIII. No fundo, pretende-se redesenhar um futuro institucional para a cristandade sem adulterar a essência da mensagem evangélica.
Ora, o Papa Francisco, há que reconhecer, não tem poupado esforços nesse sentido. Agora, em Assis, foi dispensada particular atenção às Igrejas orientais, vítimas inocentes dos conflitos que devastam o Médio Oriente. Igual atenção continua o Vaticano a dar aos graves problemas que a Igreja enfrenta há muito na República Popular da China. Aqui, a diplomacia papalina tem sido tão persistente quanto discreta e reforçada, certamente, pelo facto de ser o próprio secretário de Estado, cardeal Pietro Parolin - aliás, de origens orientais - quem está a conduzir pessoalmente os contactos com Pequim.
O tema foi debatido em Assis, embora houvesse sido notada a ausência do Dalai Lama, que estivera presente no encontro anterior.
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