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Duarte Faria

Duarte Faria

A força da IA e o alheamento de Portugal

28 de agosto de 2026 às 00:30

Lucro da Nvidia sobe 126% para 51,1 mil M € no 2.º trimestre fiscal”; “Anthropic estima receita acima dos 30 biliões de dólares”; “Alibaba emite 8,7 mil milhões em novas ações para financiar IA”; “Centro de dados para a OpenAI nos EUA com investimento de 90 mil milhões.” As notícias são todas dos últimos dias e refletem como a inteligência artificial tomou conta dos grandes investimentos nas duas maiores potências mundiais. Entretanto, esmagada pela hegemonia de EUA e China, e em clara perda de soberania tecnológica e digital, a Europa corre atrás do prejuízo. Bruxelas e as potências do Velho Continente estão a dar passos corajosos – através de iniciativas públicas ou privadas – para inverter o estado das coisas. Ainda assim, insuficientes para enfrentar, para já, os gigantes. A França aposta em investimento do Médio Oriente; é um caminho possível. A aproximação à Índia e parcerias na América do Sul podem também ser passos interessantes nesta ‘guerra’ decisiva para o nosso futuro social, económico e cultural. Por cá, o assunto IA continua arredado da chamada agenda mediática e não consta que haja, na política ou sociedade civil, grande vontade de o abordar seriamente. Não são prioridade. Mais uma vez, estamos todos a perder. 

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