Nas últimas semanas, o Mundo tem assistido em choque aos incêndios descontrolados na floresta amazónica. Mas temos visto também a incapacidade dos líderes mundiais para se sentarem à mesa e tomarem medidas para conter esta crise. A tensa troca de palavras entre os Presidentes do Brasil e de França deixou a descoberto as clivagens que se vão acentuando entre países que deveriam ser parceiros próximos. Este episódio desperta-me três reflexões que gostaria de partilhar aqui.
Em primeiro lugar, precisamos de restaurar a cultura de diálogo internacional que sempre foi característica dos países democráticos. Não tenho memória de um tal nível de crispação política entre países que têm valores e interesses comuns. Os grandes casos de sucesso na política internacional, como a criação do Tribunal Penal Internacional ou a celebração dos acordos de Paris, foram atingidos através do diálogo e da concertação. As vias alternativas são o isolacionismo ou a força.
Em segundo lugar, temos de adoptar um modelo eficaz de gestão dos recursos comuns. A Amazónia é responsável pela produção de 20% do Oxigénio do Mundo. Significa que uma crise nesta zona pode destabilizar o planeta inteiro. Ao mesmo tempo, a Amazónia atravessa as fronteiras de nove países da América do Sul, gerando uma teia de problemas que vão bem para além dos incêndios, incluindo poluição aquática, contrabando de madeira e tráfico de droga. Solucionar estes problemas implicará um modelo de governança global que respeite as soberanias, mas reconheça as interdependências. Para tal não precisaremos de reinventar a pólvora – bastará vontade política para usar o quadro institucional já existente.
Em terceiro lugar, é importante não instrumentalizar os incêndios para fins políticos. Temos que ter a coragem de admitir que o problema da desflorestação da Amazónia tem estado à vista de todos há já várias décadas. Isso mostra que os incêndios não são apenas responsabilidade de uma ideologia em particular – são uma responsabilidade de todos. Por tudo isto, vemos que se trata de mais um episódio em que precisamos virar a página na política internacional. Não podemos deixar que as cinzas da Amazónia fomentem ainda mais comportamentos inflamáveis.
A arma para mudar o mundo
Tive esta semana o privilégio de participar em duas iniciativas de formação de jovens.
Na quarta-feira estive na Universidade Verão do PSD em Castelo de Vide, sob a batuta de Carlos Coelho que fez da formação partidária o seu ADN. Na sessão que partilhei com a investigadora Susana Sargento, defendi o papel da ciência na definição de políticas públicas.
Na quinta-feira estive no SummerCEmp em Monsaraz, a universidade de verão organizada pela Representação da Comissão Europeia em Portugal, com oradores políticos, académicos e de imprensa. Num estilo descontraído, debati a UE com 40 jovens promissores.
Embora muito diferentes, ambos eventos partilham o mesmo propósito: pôr a juventude portuguesa a debater temas europeus. Ir ao encontro dos jovens e não esperar que os jovens venham ter connosco.
Depois da forte abstenção das europeias, vi uma juventude comprometida em mudar as coisas, que acha que se fala da Europa pouco e mal. A generalidade dos políticos e das instituições não tem sabido articular uma mensagem que apele a esta audiência.
Tal como disse Mandela, a educação é a arma mais poderosa para mudar o mundo. E a juventude portuguesa está disposta a fazê-lo, tenha ela as "armas" necessárias.
Elisa Ferreira: comissária europeia
Foi com uma grande satisfação que saudei a escolha de Elisa Ferreira para comissária europeia. Acumula experiência europeia, competência técnica e sentido político, reconhecido da direita à esquerda. Ser a primeira mulher a assumir em Portugal tal responsabilidade torna ainda a escolha mais acertada.
Salvini, capitão de um barco à deriva
Matteo Salvini, conhecido como ‘Il capitano’, decidiu provocar a queda do seu governo por ambições políticas pessoais. Mergulha assim a Itália numa nova crise política e possíveis eleições antecipadas em Outubro. Navega à bolina contra os ventos europeus com um discurso cada vez mais populista.
550
550 milhões de euros é o contributo adicional que a UE anunciou, à margem da reunião do G7, para lutar contra a Sida, a tuberculose e a malária. Este financiamento europeu insere-se no ‘Fundo mundial’ criado em 2002 e que conta com a participação de 60 países, para erradicar até 2030 as epidemias destas três infeções.
Uma Europa que apoia
Novos apoios financeiros para os agricultores vítimas da seca. Com verbas mais elevadas, pagamentos directos antecipados e regimes derrogatórios que melhoram a tesouraria dos agricultores e aumentam a disponibilidade de alimentos para os animais.
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