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Correio da Manhã

Opinião
Piloto morre em corrida de motos no Estoril

Paulo João Santos

Comando sem voz

Não é exagero dizer que, se a grande Lisboa cai, cai o país.

Paulo João Santos 1 de Julho de 2020 às 00:33
Aperta-se o cerco a Temido e Graça Freitas. Desta vez não foi um puxão de orelhas, foi um valente soco no estômago. "Com maus chefes e pouco exército não conseguimos ganhar esta guerra. (…) Ou dão provas de conseguir, ou têm de ser mudados agora". Num ataque demolidor, Fernando Medina encostou os chefes do desnorte e descontrolo às cordas.

O País corre o risco de desabar se não houver uma alteração na gestão da crise pandémica. Em linguagem militar - e sem regionalismos nem centralismos estúpidos - se a Grande Lisboa cair, cai o País.

A Área Metropolitana da capital atravessa uma momento delicado e não é com um país a três velocidades, em tempo de férias, que as coisas mudam. É com outro tipo de medidas, como o uso obrigatório de máscara em todos os locais públicos e o aumento da capacidade dos transportes.

A Europa olha para nós, desconfia, fecha as fronteiras. Só Espanha nos dá a mão. Uma catástrofe para o turismo, para a economia.

Medina está preocupado e com razão. Exige medidas, estratégia e ação imediata a quem nos vendeu a ideia de que íamos ficar todos bem. Não, assim não vamos.
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