Jorge de Sá
Diretor técnico das sondagens CM/AximageO recente caso das Raríssimas reabre uma discussão que interessa a toda a Economia Social, onde se incluem cooperativas, mutualidades, associações altruísticas, fundações e as multicentenárias misericórdias. Quase 6 mil destas instituições possuem o estatuto de IPSS o que lhes atribui, em reconhecimento da importante ação social que desenvolvem, benefícios fiscais e acesso a financiamentos públicos.
Para além da espuma das coisas, para lá de efémeros aproveitamentos políticos sem dignidade e sem memória, interessará defender o essencial da Economia Social, uma economia diferente que pratica a democracia, gera emprego de qualidade e combate as desigualdades.
A transparência deve ser uma das regras basilares das organizações da Economia Social, o que as obriga a serem elas mesmas proativas na prestação de contas, sobretudo quando, como no caso de muitas IPSS, recebem dinheiros públicos.
Transferindo para a Economia Social responsabilidades constitucionais que são suas, o Estado não pode pretender uma espécie de "privatização" de obrigações que lhe competem.
Sólidas parcerias público-sociais deverão enquadrar a colaboração entre Estado e IPSS, em que o Estado vigie o uso dos dinheiros públicos (ex. Tribunal de Contas) e ao mesmo tempo estabeleça contratos com prazo suficiente (3 a 5 anos) para que a gestão das IPSS "respire" para lá do cerco das conjunturas.
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Em sucessivos anos de estio, topónimos até então familiares desapareceram das notícias.
Os polícias sabem que a integridade física – e, em casos raros, a própria vida – entra na equação no cumprimento do dever.
Quem mais sofre é sempre quem vive numa situação de maior fragilidade, isto é, os mais velhos, os mais pobres, os que vivem mais isolados.
Walter Benjamin foi um dos mais importantes pensadores da primeira metade do século XX.
Falta o essencial: sair da estagnação das últimas décadas, crescer.
O costume [em Portugal]: estuda-se muito, muda-se pouco.