Fernando Angleu
Presidente do Conselho de Administração da GEBALISAo longo dos últimos quatro anos, a Gebalis - Gestão do Arrendamento da Habitação Municipal de Lisboa, EM, SA desempenhou um papel fundamental na concretização da estratégia da Câmara Municipal de Lisboa (CML) para a habitação. Numa cidade confrontada com assinaláveis transformações sociais, económicas e urbanísticas, a autarquia assumiu a habitação como uma prioridade absoluta, com um investimento sem precedente e uma visão clara: garantir que Lisboa continua a ser uma cidade para todos.
O mandato do Presidente Carlos Moedas ficou marcado por um impulso histórico no investimento público em habitação. A CML reforçou significativamente os recursos afetos à reabilitação do património habitacional municipal, à construção de novos fogos e ao alargamento dos programas de arrendamento acessível. Esta aposta política teve reflexos diretos na atuação da Gebalis, que, em articulação com os serviços municipais, aumentou a sua capacidade de resposta e alargou a sua presença no terreno.
No universo dos 66 bairros municipais sob gestão da Gebalis, onde vivem quase 70 mil lisboetas, multiplicaram-se as intervenções de reabilitação profunda e a recuperação de fogos devolutos. Mais do que obras, estas intervenções representaram uma valorização da dignidade das pessoas que ali vivem. O investimento estruturado e contínuo nestes territórios foi possível graças à decisão política de colocar a habitação no centro das prioridades do município.
Além da reabilitação do edificado, a política municipal de habitação foi orientada por uma visão integrada, que alia o acesso à habitação com os princípios da coesão social e da inclusão. A CML deu o exemplo ao investir, planear e executar com determinação e responsabilidade.
Mas uma casa, “só” a casa, não chega. Habitar é também viver em comunidade, sentir pertença e ter acesso a oportunidades de desenvolvimento pessoal e coletivo. Habitar é também criar laços e acesso a oportunidades. Por isso, a Gebalis, com o apoio da CML, aprofundou o investimento em ações de intervenção comunitária, promovendo projetos culturais, educativos, desportivos e de capacitação local. A dinamização de espaços comuns, a organização de atividades com jovens e seniores, e o apoio a iniciativas de base local contribuíram para reforçar o sentimento de pertença e identidade nos bairros municipais. Estes projetos, muitas vezes desenvolvidos em parceria com associações locais, foram essenciais para promover a coesão social e combater o isolamento, afirmando os bairros municipais como territórios vivos, dinâmicos e com futuro.
A Gebalis beneficiou diretamente deste novo paradigma. Reestruturámos a organização interna, foram assegurados os meios e condições estruturais que permitiram às extraordinárias equipas da Gebalis uma atuação mais eficiente. Implementámos novos modelos de gestão de proximidade. Apostámos na digitalização de processos e comunicação, em canais de atendimento mais acessíveis e numa presença mais próxima nos bairros, com respostas rápidas e orientadas para as reais necessidades das comunidades. Este esforço só foi possível porque houve vontade política e investimento claro por parte do município.
No plano financeiro e operacional, a empresa tornou-se mais eficiente e transparente. A articulação entre a estratégia municipal e a gestão quotidiana dos bairros revelou-se essencial para otimizar recursos e garantir uma intervenção territorial mais justa. A prioridade dada pela Câmara à habitação refletiu-se na estabilidade e previsibilidade dos financiamentos, permitindo à Gebalis planear a médio prazo e assumir compromissos sólidos com parceiros e moradores.
O balanço destes quatro anos da liderança de Carlos Moedas é, assim, marcado por um avanço significativo na reabilitação da habitação municipal, assim como na valorização das comunidades e do espaço público. As políticas adotadas demonstraram que o investimento público é uma ferramenta poderosa para combater desigualdades e promover o bem-estar urbano. Lisboa deu um passo firme em direção a uma cidade mais inclusiva.
Sabemos que os desafios permanecem, e são muitos. Mas também sabemos que, com a CML a manter a habitação como eixo prioritário da sua ação e com a Gebalis a executar no terreno com competência e proximidade, o caminho está traçado. Esta trajetória de progresso deve ter continuidade, porque a cidade só se constrói com estabilidade, visão e persistência. Continuaremos a trabalhar por uma Lisboa mais justa, onde todos tenham lugar, com a habitação como base de uma cidade verdadeiramente humana.
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