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Correio da Manhã

Opinião
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Joaquim Tapada

Hélio Lopes, do grupo do Montijo, venceu o concurso de pegas

Corrida do Emigrante, no Campo Pequeno, com excelentes actuações dos cavaleiros

Joaquim Tapada 4 de Agosto de 2017 às 18:51

O mês de Agosto é realmente o período do ano em que os emigrantes portugueses visitam o seu país e as suas famílias e aproveitam também para matar saudades dos seus clubes e das nossas tradições, entre as quais as corridas de toiros. Por isso, o Campo Pequeno registou uma boa assistência com muitos emigrantes, que viveram com grande entusiasmo as incidências na arena. Apesar de longe dos números de há anos atrás, porque pelo país inteiro se realizam inúmeras corridas para satisfazer, muito em especial, aqueles que nos países onde trabalham não têm oportunidade de ver o bonito espectáculo da Festa de Toiros. 

O cartel estava bem montado, com o aliciante do concurso de pegas. O espectáculo foi dirigido por Tiago Tavares, assessorado pelo veterinário Jorge Moreira da Silva, sendo cavaleiros Rui Fernandes, Filipe Gonçalves e Francisco Palha, os grupos de forcados do Montijo, do Aposento do Barrete Verde, de Alcochete e amadores de São Manços, sendo os toiros da ganadaria David Ribeiro Telles.

O primeiro e quarto toiros foram lidados por Rui Fernandes, alcançando o cavaleiro da Charneca da Caparica duas excelentes actuações, principalmente no seu segundo toiro. Duas lides variadas, ferros bem colocados e remates das sortes como se exige. Possuindo boas montadas, Rui Fernandes esteve em plano superior perante dois bons exemplares de Ribeiro Telles.

O segundo e o quinto da ordem couberam a Filipe Gonçalves e o cavaleiro algarvio mostrou porque leva uma temporada com tantos actuações. Se no segundo da noite não chegou tanto ao público, já a sua actuação no quinto foi excelente, sobretudo com os ferros curtos e com o derradeiro ferro em sorte de violino muito aplaudido.

O jovem Francisco Palha mostrou-se muito confiante nas suas lides e obteve no Campo Pequeno a sua melhor prestação na principal arena do país. No terceiro da ordem, lidou de forma superior, bregando com tranquilidade, cravando os ferros no sítio e rematando as sortes. Já no que encerrou a corrida não esteve tão brilhante com um forte toque na montada e um ou dois falhanços que retiraram brilho à actuação. Todavia, no computo geral Francisco Palha agradou e foi justamente aplaudido.

Havia ainda o concurso de pegas, mas os toiros de David Ribeiro Telles pediam meças e era necessária força e muita técnica. Pelo grupo do Montijo foram caras Hélio Lopes e José Pedro; pelo Aposento do Barrete Verde, Marcelo Lóia e Bruno Amaro; pelo grupo de S. Manços, João Fortunato e Jorge Valadas. Houve excelentes pegas de todos os forcados, mas o jùri, escolheu, e bem, a primeira pega, de Hélio Lopes, do Montijo, uma pega muito técnica. De realçar também a pega de Diogo Amaro, do Montijo, à segunda, e a última pega da noite a cargo de Jorge Valadas, de São Manços, que se fechou com classe.

Tiago Tavares dirigiu com enorme competência um espectáculo muito interessante.    

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