Bruno Pereira
Presidente do Sindicato Nacional de Oficiais de PolíciaNa semana passada ouvíamos a Sra. Ministra da Administração Interna a condenar severamente as agressões perpetradas contra polícias, dando respaldo à recente aprovação legislativa que vem alterar substancialmente o regime legal referente a este tipo de crime, agravando molduras e conferindo natureza prioritária às suas investigações. E percebe-se bem o porquê quando em 2023 atingimos o mais alto valor de agressões a Polícias da última década com quase 1900 crimes, um aumento de 13% por comparação com 2022. Isto mostra bem o risco a que os Polícias estão sujeitos no seu dia-a-dia. É também um dos fatores que afastam cada vez mais potenciais candidatos de ingressar na PSP - o número de candidatos ao Curso de Formação de Agentes, pouco mais de 3000, manteve-se totalmente inalterado face ao anterior. Este afastamento acontece, e não tenhamos dúvidas, sobretudo na PSP, porque os seus Polícias, que maioritariamente são colocados na Área Metropolitana de Lisboa nos seus primeiros longos anos de serviço, estão sujeitos a uma intensidade operacional sem igual. E a um risco sem paralelo. Temos que fazer mais para que a Polícia não enfrente problemas de recrutamento. Para isso é preciso dar-lhes mais do que dinheiro, é preciso dar mais dignidade a esta profissão.
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