Na terça-feira, Jean-Claude Juncker discursou pela última vez perante o Parlamento Europeu fazendo um balanço dos cinco anos enquanto Presidente da Comissão Europeia.
Foi um discurso emocionante por parte de um Europeísta convicto com muitas décadas de serviço em prol da integração europeia. Gostaria aqui de destacar três momentos em que desempenhou um papel de relevo na Europa e em Portugal.
Em primeiro lugar, a crise do Brexit. O resultado do referendo de 23 de Junho de 2016 foi um choque sem precedentes na história da União. Nunca um Estado-Membro decidira sair e por isso os meses que se seguiram foram de uma enorme incerteza e instabilidade.
Num momento em que a Europa poderia ter seguido o caminho da fragmentação, Jean-Claude Juncker ajudou a construir uma extraordinária unidade entre os outros 27 Estados-Membros em torno do Brexit. A resposta da UE ao impasse criado foi sempre dada em uníssono, muito graças à sua liderança determinada.
Em segundo lugar, destaco a crise dos refugiados. Aqui, verificou-se uma divergência de posições entre os Estados- -Membros e coube a Juncker assegurar que as vidas de inúmeras pessoas não ficariam em risco perante a nossa incapacidade de decidir. A situação no Mediterrâneo continua a ser dramática, mas teria sido muito pior se o Presidente não tivesse insistido para que cada Estado- -Membro e as instituições Europeias cumprissem o seu dever de auxílio.
Os esforços da Comissão salvaram a vida de mais de 760 mil pessoas.
Finalmente, destaco um episódio que diz directamente respeito ao nosso País. Quando, em 2016, a Comissão se preparava para lançar injustamente sanções sobre Portugal no âmbito de um procedimento por défice excessivo, Juncker não só defendeu Portugal como me ajudou a persuadir os outros Comissários de que essa medida não faria sentido.
A sua grande experiência política fez com que déssemos os passos certos na altura certa para alcançar o resultado pretendido. Por isso, Portugal deve estar-lhe reconhecido.
Marcar-me-á para sempre a dimensão calorosa e humana do Presidente Juncker e partilho do seu desejo para a Europa: que nos deixemos de nacionalismos sem sentido e que nos foquemos numa nova visão colectiva para a União.
Brexit é certo mas a sua hora ainda incerta
Os últimos dias foram marcados, mais uma vez, por várias peripécias no processo que nos leva inexoravelmente ao Brexit.
Pela primeira vez na história, a câmara britânica foi capaz de reunir uma maioria à volta do Brexit, ou seja, os deputados concordaram que o Reino Unido deve sair da UE e que o acordo negociado com Bruxelas é satisfatório. No entanto, logo a seguir, os deputados votaram contra o calendário proposto, justificando que precisam de mais tempo para avaliar as suas implicações no ordenamento jurídico inglês. Foram dois passos em frente e um para o lado.
Lembrei-me do adágio latim que diz que a morte é certa, só a hora é incerta. No caso do Brexit, parece ser mesmo essa a dúvida. Passaram três anos desde o referendo que ditou a saída.
Hoje, já são poucos os que acreditam que este processo ainda possa ter um fim diferente, em resultado de eleições antecipadas ou de um segundo referendo. Sendo um dado adquirido, a única dúvida é mesmo a hora em que este se concretizará.
Mas outra coisa é certa: na hora da verdade, a UE poderá olhar para si ao espelho e ter a consciência tranquila de ter feito tudo para promover uma saída ordenada deste processo, que ela nunca desejou.
Mais mulheres em cargos de direção
Em 2014, havia 30% de cargos de direção ocupados por mulheres na Comissão europeia. Hoje foram ultrapassados os 40%, o que coloca a Comissão entre as administrações públicas de todo o mundo com a maior percentagem de mulheres em cargos de liderança.
Tragédia humana no Reino Unido
Foram descobertos 39 cadáveres no contentor de um camião. As investigações estão a decorrer mas tudo indica tratar-se de mais um episódio trágico de vítimas de tráfico de seres humanos.
Chegando por terra ou mar, o continente europeu continua a ser o destino dos imigrantes trazidos por redes criminosas.
31%
31% das trocas comerciais da Europa eram abrangidas pelos acordos comerciais da UE. Apesar da difícil conjuntura, as empresas e os cidadãos aproveitam as oportunidades.
As trocas comerciais representam 35 % do PIB da UE. As exportações para fora da UE são responsáveis por mais de 36 milhões de empregos.
Uma Europa que permite
A cada cidadão europeu registar um nome de domínio ‘.eu’, onde quer que se encontrem no mundo. O nome de domínio ‘.eu’ é atualmente o sétimo código de país mais usado na Internet.
Já mais de 3,7 milhões de cidadãos e empresas europeias criaram sites sob o domínio ‘.eu’.
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