Barra Cofina

Correio da Manhã

Colunistas
8
Piloto morre em corrida de motos no Estoril

Edgardo Pacheco

Queremos o nome da corticeira, se faz favor

Consumidor devia ter o direito a saber que corticeira destruiu o seu vinho com TCA.

Edgardo Pacheco 28 de Abril de 2017 às 00:30
Em matéria de vinhos com cheiro a rolha (afetados com uma substância química existente na cortiça que se chama 2,4,6 - Tricloroanisole e que se abrevia popularmente por TCA), a ideia com que fico é que a coisa vem por vagas. Quer dizer, passo temporadas sem detetar o problema e, de repente, sem que não se perceba a razão, o maldito cheiro aparece a uma velocidade absurda.

Quando o defeito aparece em restaurantes com gente que sabe de vinhos, isso não é assim grande problema para o consumidor, porque quem serve o vinho depressa concorda connosco (regra geral), mas se estamos em restaurantes com funcionários saídos das lojas de pronto a vestir, o caso pia mais fino. Há dias, e perante um vinho com TCA, dissemos à funcionária que o vinho tinha rolha. Resposta imediata da mesma: "Isso é que não tem. Acabei de a tirar".

Se há situações em que mais vale rir do que berrar, essa foi uma delas. Lá expliquei à moça, com paciência de santo, o que se passava e ela foi buscar outra garrafa.

Contudo, pensando bem, o problema do cheiro a rolha não é nem de quem serve o vinho, nem de quem faz o vinho. É um problema do fornecedor das rolhas. Mas, vai-se a ver, quando um consumidor dá de caras com o vinho defeituoso, a reação primária é culpar o produtor. E nunca o fornecedor das rolhas.

Donde, se eu fosse produtor, arranjaria espaço no contrarrótulo para mencionar o fornecedor das rolhas. Seria curioso. É que as empresas corticeiras não podem andar por aí a dizer que investem milhões em investigação para eliminar o TCA (algumas até dizem que já o erradicaram) e este continuar a estragar vinhos, refeições e o bolso dos consumidores.
Tricloroanisole TCA economia negócios e finanças agricultura e pescas vinicultura economia (geral)
Ver comentários