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Edgardo Pacheco

Sabia que este é o ano dos feijões?

A ONU declarou 2016 como o ano das leguminosas mas por cá ninguém quer saber disso.

Edgardo Pacheco 2 de Setembro de 2016 às 00:30
Em dezembro de 2015, a assembleia geral das Nações unidas, via Organização para a Alimentação e Agricultura, decidiu que 2016 seria o Ano Internacional das Leguminosas, tendo o governo português anunciado na mesma data que se associava ao evento.

Isto foi em dezembro de 2015. Ora, não sei se é consequência do meu vício em queijo, mas a verdade é que, a quatro meses do fecho do ano, não tenho memória de qualquer iniciativa relacionada com o assunto, nem no passado, nem agendada para o futuro próximo.

Pior ainda. Há dias, em convívio com chefs de renome, perguntei-lhes se tinham conhecimento do evento. Qual quê? Alguns até se riram.

Não quero com isto insinuar que caberia exclusivamente ao Estado fazer eventos sobre a matéria, mas acho que deveria, ao menos, ter a iniciativa de convidar outras entidades institucionais e privadas (regiões de turismo, escolas hoteleiras, associações de restaurantes, cadeias de distribuição, mercados municipais e até órgãos de comunicação social) para que o tema fosse falado, discutido e, claro, provado.

Alguns leitores poderão estar com um risinho a gozar com isso de se celebrar feijões, ervilhas, grão-de-bico, lentilhas e afins, mas a realidade é que o consumo de leguminosas tem tremendos efeitos benéficos para a saúde (redução da diabetes, redução de doenças cardíacas, redução da incidência de cancro e controlo da obesidade), sendo que o seu cultivo tem impacto positivo no equilíbrio ambiental. Ah, e já agora, as leguminosas são muito saborosas.

Donde, a questão é esta: se o Estado não está interessado neste ritual dos anos temáticos da ONU, por que raio é que se associa à coisa? Mais vale chutar para canto.
Organização para a Alimentação e Agricultura ONU feijões leguminosas
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