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Eduardo Cintra Torres

Achas que Got Talent com estrelas?

Uma confusão de cantos & danças, todos à mesma hora do mesmo dia. Os espectadores saltitam entre canais, que, por paradoxo, colaboram entre si.

Eduardo Cintra Torres 3 de Abril de 2015 às 00:30

As curvas de audiência minuto a minuto sugerem que os espectadores dos programas de talentos de domingo são os mesmos nos três canais. Saltitam entre RTP 1, SIC e TVI. Alvejando o mesmo tipo de espectadores, os três canais emitem programas idênticos.


Estes concursos-espectáculo em directo são um dos géneros mais marcantes na TV generalista actual. Ao domingo à noite, RTP 1, SIC e TVI mostram o mesmo em alternativa ao mesmo. Curioso fenómeno: enquanto se combatem, favorecem-se uns aos outros.


Com as telenovelas sucede o mesmo: programando em simultâneo ‘Mar Salgado’ e ‘A Única Mulher’, SIC e TVI lutam pelos mesmos espectadores e põem-nos a ver o mesmo género, saltitando entre ambos ou usando a box para voltar atrás.


O jogo Portugal-Sérvia foi o programa mais visto do ano, com mais de dois milhões de espectadores em média. Mais de quatro milhões viram pelo menos um minuto. O desporto em directo é outro dos géneros que hoje define a televisão como media.



Quem viu o jogo foram espectadores selectivos da RTP 1 e não contínuos: o Telejornal, encostado ao jogo, teve a sua pior audiência do ano e ‘Got Talent Portugal’ a terceira pior em 11 emissões. O futebol não ajudou os programas encostados, pelo contrário.



Nas estradas, a maratona é hoje corrida em pouco mais de duas horas. Na TV generalista, uma maratona dura muito mais. Por exemplo, a ‘Maratona da Saúde’, que reuniu 91 700 euros para investigação para a cura da diabetes, durou seis horas e meia.


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