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Eduardo Cintra Torres

Estado, empresa, partido

É sempre o munícipe quem paga a taxa municipal de corrupção.

Eduardo Cintra Torres 27 de Setembro de 2017 às 00:31
Em Loures, autarcas do PCP adjudicaram trabalhos a uma empresa do PCP. Em Arraiolos e na Caparica, idem. Cabe à justiça averiguar se houve ilegalidade.

Já velhote, o PCP sabe muito. Este é um procedimento já antigo do PCP para evitar acusações de corrupção e fazer circular o dinheiro do Estado para o partido. Nos casos doutros partidos, os corruptos fazem circular o dinheiro do Estado para as suas contas pessoais. São partidos de individualistas burgueses. Para eles, a "política" é iniciativa privada.

Já o PCP tem um arreigado colectivismo: o dinheiro sai do Estado para os cofres do que chama orgulhosamente "o Partido", como se fosse o único.

É o "comunismo" à soviética: se pode haver benefícios individuais, como os dos empresários do PCP que ganham as adjudicações autárquicas, uma percentagem dos benefícios transfere-se num âmbito colectivo, organizado, combinado. Pode ser que o PCP fomente a criação de empresas (capitalistas!) por militantes seus para poder manter esta engrenagem de transferências "legais" do Estado para o partido.

Quer na corrupção autárquica "privada", quer na "colectiva", só o povo perde, pois é o munícipe quem paga a taxa municipal de corrupção.

E o BE? Teve um "caso" na única autarquia que presidiu… e mais não houve por não ter expressão autárquica, só mediática: a líder do BE aparece mais nos ecrãs do que o do PCP, partido com muito maior presença nas autarquias.

Nesse aspecto, estou com o camarada Jerónimo: as televisões enviesam a favor do BE.
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