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Eduardo Cintra Torres

Uf! A França continuará oligárquica

É preciso que alguma coisa mude para que tudo fique na mesma. É o meu vaticínio com a vitória de Macron. Continuará a República Oligárquica.

Eduardo Cintra Torres 28 de Abril de 2017 às 00:30































Apenas 4% separou os quatro candidatos mais votados nas presidenciais francesas. Os dos partidos tradicionais ficaram para trás. Mas não é a morte do sistema. Macron representa a renovação da república monárquica. A maioria prefere-o à ameaça Le Pen. Uf!




























Os correspondentes de TV noutros países estão sós; fazem o que podem, caso da jornalista da RTP em Paris, chamada a intervir repetidamente. Mas a sua reportagem eleitoral, montada num burro, mostra o nível asnático da ideia de que cobrem tudo.




























A montanha pariu um rato. Uma ‘reportagem’ australiana sobre o sumiço de Maddie McCann prometeu o que não tinha e fingiu ter feito entrevistas que não fez. Acrescentou zero ao que já se sabia. Sensacionalismo é isto: criar sensação em torno de nada.




























A Viacom, gigante norte-americana das telecomunicações e conteúdos, comprou a Porta dos Fundos, empresa de humoristas brasileiros. Começando só no YouTube, por opção, tiveram imparável ascensão, mantendo uma liberdade invejável que prometem manter.




























Bill O’Reilly, o gigante dos comentadores conservadores americanos, foi afastado da Fox News por causa de assédio sexual. Os EUA são implacáveis neste domínio. Tão ruim como o assédio são os pés de barro de fazer em privado o que condenava em público.
































Com 15% de audiência no domingo, ‘Pesadelo na Cozinha’ mostra como a TV generalista ainda dá cartas. Apesar de estarem em queda (tiveram apenas 45% da audiência no sábado), os generalistas continuarão a obter alguns êxitos num meio fragmentado.

Tendências

Sondagens
A crescente dispersão do voto nas democracias, a mudança e incerteza de muitos até ao momento de votar e o custo altíssimo de fazer consultas prévias presenciais têm provocado sondagens em desacordo com os resultados. Não foi o caso das eleições francesas, onde várias coincidiram com os resultados. As empresas de sondagens tiveram de adaptar- -se à nova inconstância política do povo.

Populismos
Que Le Pen é populista já se sabia. Apresentou-se como ‘a candidata do povo’ contra ‘a elite’. Interessante foi ver o candidato do PC e do BE franceses adoptando deliberadamente o mesmo registo populista. Juntos tiveram 40% dos votos. Decerto muitos votaram neles por opção ideológica e não arrastados pela retórica populista. Mas fica como consequência da crise do ‘centrão’.
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