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Eduardo Cintra Torres

Um “Ai Jesus” sobre um “Ai Jesus”

Benfiquistas e sportinguistas ofendidos com o texto sobre o "Ai Jesus" num jogo da bola? Mas são bebés de colo? Que tal habituarem-se à liberdade?

Eduardo Cintra Torres 7 de Agosto de 2015 às 00:30

A promoção da RTP sobre o Benfica-Sporting de domingo originou alvoroço por falar em "ai Jesus" no jogo, em que o ex-treinador de um é agora do outro. A promoção não ofendia ninguém. Os "escandalizados" devem habituar-se à liberdade e à irreverência.


Pessoal que produz rodapés para os canais de televisão, vamos lá a escrever dez vezes no quadro preto, como o Bart Simpson: "análise e analisados escrevem-se com s, não com z; análise e analisados escrevem-se com s, não com z; análise e analisados…"


Ilustrando uma notícia sobre mobilidade de funcionários públicos, a TVI usou uma fotografia num anúncio da Coca-Cola deste Verão. Das duas uma: ou foram a um banco de imagens e escolheram uma qualquer; ou recortaram do anúncio do refrigerante.


Quem vejo eu? Ana Avoila, dirigente da CGTP! Depois da overdose avoiliana do ano passado, ausentou-se. Há quanto tempo a não via! E que saudades, Deus meu! Mas que diz aquele ponto de interrogação ao lado dela? Quem a põe em causa? Ausentar-se-á de novo?


Esta senhora está a explicar o impossível: porque é que, numa ordem numérica, a Microsoft saltou de Windows 8 para Windows 10. O jornalista Lourenço Medeiros (SIC) aceitou, como sempre, a explicação. Nas suas notícias não há contraditório, mas propaganda.


Clara de Sousa fez muito bem as cinco entrevistas aos líderes dos partidos parlamentares no ‘Jornal da Noite’ da SIC. Sem espectáculo, sem dramatizar o confronto, com um menu adequado de perguntas e sem interromper mais do que o necessário.

Tendências: Falhas
Acabou a legislatura sem que Governo e Parlamento resolvessem a fusão entre ERC e ANACOM, para haver um só regulador das comunicações e menos despesa; e a eventual abertura da TDT a mais canais, alargando-os do cabo aos 20% sem ele. Não se percebe como é que ao poder político, com dedicação a 100%, não lhe chegam quatro anos para legislar em áreas importantes.

Concorrência: O honorário de 5000 euros por 20h mensais na RTP remetem menos para a qualidade do publicitário Pedro Bidarra, do mais alto nível em Portugal, do que para o estatuto da RTP: uma espécie de empresa pública, obrigada apenas a serviço público, mas que quer fazer concorrência: ele não vai fazer programas, mas sim "renovar a imagem" da RTP.
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