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Correio da Manhã

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Piloto morre em corrida de motos no Estoril

Eduardo Dâmaso

509 mortos

As inexistentes cassações de carta são um incentivo ao crime na estrada.

Eduardo Dâmaso(eduardodamaso@sabado.cofina.pt) 5 de Janeiro de 2018 às 00:31
A tragédia nas estradas portuguesas não dá tréguas. Em 2017 morreram 509 pessoas, mais 64 do que no anterior.
A sinistralidade rodoviária estava em queda há 20 anos mas estes números são uma preocupante regressão e evidenciam duas ou três coisas que convém reter. Desde logo, o regime sancionatório implícito na carta por pontos não está a funcionar.

As quase inexistentes cassações da carta são um incentivo ao crime na estrada. A falta de controlo de trânsito em pontos centrais das localidades faz com que tenhamos uma média de atropelamentos superior à da União Europeia. Uma vergonha para todos nós!

O mau estado da rede de estradas secundárias é outra vergonha e outro fator que converge muito significativamente para o elevado número de mortes na estrada.

Por fim, as elevadíssimas percentagens de pessoas que continuam a beber álcool e a falar ao telemóvel enquanto conduzem representam uma verdadeira indignidade cívica.

Sim, os sucessivos governos têm culpas pelos 509 mortos nas estradas nacionais, desde logo pela brutal quebra de investimento público na manutenção da rede viária, mas uma boa parte dos portugueses também.
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