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Correio da Manhã

Colunistas
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10 de Novembro de 2017 às 00:31
Os tribunais estão a insistir na realização de relatórios sociais sobre jornalistas envolvidos em processos judiciais que não têm pés nem cabeça. A habitual questão que se coloca em julgamento, de apurar a condição económica dos jornalistas visados por processos, está a transformar-se, pelo excesso de zelo dos técnicos que os fazem, num patético – mas muito grave – exercício de bisbilhotice, nalguns casos, ou de pura pressão, noutros.

Com a escandalosa passividade da Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais, liderada pelo procurador Celso Manata, técnicos desta instituição tratam os jornalistas  como delinquentes, questionando origens familiares, meio social, meios de comunicação onde trabalham, e reduzem o tratamento noticioso de alguns factos a mera questão pessoal entre os jornalistas e os protagonistas de tais notícias.

Extravasando o que é pedido pelos tribunais, os técnicos estão a fazer inquirições pidescas, destituídas de bom senso e a gastar o dinheiro dos contribuintes ao serviço não se sabe bem de quem. Se dos tribunais que pedem tais relatórios ou de uma qualquer fonte dos serviços secretos. Ante a passividade das organizações representativas dos jornalistas mas também dos órgãos de gestão das magistraturas. Uma vergonha!
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