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F. Falcão-Machado

Que Europa?

Cada país tem objetivos diferentes para o projeto europeu.

F. Falcão-Machado 31 de Julho de 2015 às 00:30
A turbulência que se tem sentido nestes últimos tempos na União Europeia (UE) força-nos a repensar o chamado projeto europeu. É um facto que o paradigma inicialmente previsto no Tratado de Roma (1958) respondeu a preocupações importantes naquela época, mas que estão ultrapassadas nos dias de hoje.

Prova disso é a disparidade de objetivos e esperanças que cada país deposita atualmente no projeto europeu, como a recente crise grega veio revelar. Entretanto, se por um lado o chamado projeto federal não tem conseguido o entusiasmo que era esperado, por outro lado pressente-se um renascer da "Europa das pátrias", ideia pensada pelo presidente norte-americano Wilson no final da 1ª Guerra Mundial e mais tarde acarinhada por De Gaulle. De qualquer modo, o projeto comunitário continua a encerrar enormes potencialidades: tanto pode desenvolver um vasto espaço de mercado propício ao crescimento económico, como apostar forte nas vertentes do diálogo e da solidariedade. A dinamização desse processo dependerá não tanto do que os estrategas de Bruxelas pretendam, mas sobretudo daquilo que os povos da Europa quiserem.
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