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F. Falcão-Machado

Encruzilhada

É necessário distinguir o que é essencial do acessório.

F. Falcão-Machado 9 de Outubro de 2015 às 00:30
Apar da expetativa quanto à atribuição dos prémios Nobel, alguma atenção está a ser dada em todo o mundo ao 2º Sínodo sobre a Família a decorrer em Roma desde o passado dia 4. Da agenda constam várias questões que têm assumido importância crescente. É o caso, entre outros, do acesso dos divorciados à comunhão; do lugar da mulher na Igreja; do celibato dos padres e do acolhimento dos gays. Novos tempos e costumes obrigam a distinguir no território da doutrina o que é essencial do que é acessório e a garantir a eficácia das reformas pretendidas. Essa eficácia, porém, desaparecerá se se ignorar a experiência que a pastoral eclesiástica tem colhido no mundo real. Isso explica as divergências que surgiram no Sínodo e que tocam mesmo a questão dos limites da autoridade da Igreja. Mas tão-pouco se pode esquecer o papel que a instituição familiar teve na formação das primeiras comunidades cristãs e a necessidade de não escandalizar os crentes de coração simples. A última palavra será do papa Francisco, que uma vez mais deverá mostrar o seu espírito de abertura a mais de mil milhões de fiéis espalhados pelo mundo.  
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