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F. Falcão-Machado

Reencontro

Pequim deseja obter apoios para Banco Asiático.

F. Falcão-Machado 13 de Novembro de 2015 às 00:30
Ainda não é possível avaliar os efeitos do recente encontro do presidente da República Popular da China, Xi Jinping, com o presidente de Taiwan, Ma Ying-Jeou. De facto, a ilha de Taiwan nunca reconheceu o novo regime de Pequim. Tal gesto significou na prática uma declaração de independência, apoiada, aliás, pelos EUA. Com o reconhecimento do regime de Pequim por Washington e o final da Guerra Fria, o regime de Taipé viu-se condenado ao isolamento, ainda que a comunidade internacional encorajasse as negociações entre os dois governos. Os progressos, sempre lentos aos olhos da impaciência ocidental, conduziram ao chamado "consenso de Pequim", de 1992.

Nele, ambas as partes reconheceram a existência de uma só China, embora diferissem quanto à legitimidade das respetivas instituições. Na prática, as relações entre os dois governos melhoraram e travaram os impulsos independentistas de Taipé. Entende-se assim a importância deste encontro, sobretudo tendo em conta o desejo de Pequim de obter apoios para o seu controverso projeto de um Banco Asiático de Investimento em Infraestruturas.  
opinião F.Falcão-Machado
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