Barra Cofina

Correio da Manhã

Colunistas
1
Piloto morre em corrida de motos no Estoril

F. Falcão-Machado

ONU

Portugal pode orgulhar-se da nomeação de António Guterres.

F. Falcão-Machado 16 de Dezembro de 2016 às 00:30
Apesar de o exercício de funções nas Organizações Internacionais exigir uma atitude de neutralidade dos respetivos titulares face aos interesses do seu país de origem, a nomeação do eng.º António Guterres como secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU) é algo de que Portugal se pode orgulhar.

A vasta folha de serviços desta personalidade quer em Portugal, quer no estrangeiro é penhor da sua competência profissional. Além disso, o seu trabalho como Alto Comissário da ONU para os Refugiados num dos momentos mais críticos do fenómeno dos movimentos migratórios demonstrou igualmente a sua dimensão humana.

Mas, para começar esta nova missão, António Guterres deverá desvendar os verdadeiros propósitos do presidente eleito dos Estados Unidos face à ONU, embora possa vir a ser decisiva a influência do novo Secretário de Estado, Rex Tillerson, um negociador firme. Mais graves, todavia, são as constantes críticas que a Organização tem recebido dos seus próprios Estados-membros, que a acusam de défice democrático, enraizamento ideológico e visível impotência. Lidar com tão complexa situação de modo a satisfazer todos é o desafio que António Guterres terá que enfrentar.
ONU António Guterres política Nações Unidas
Ver comentários
C-Studio