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F. Falcão-Machado

Autópsias

Talvez seja altura de a classe política reavaliar a sua postura.

F. Falcão-Machado 18 de Novembro de 2016 às 01:45
As muitas autópsias que têm sido feitas para apurar as causas da morte eleitoral de Hillary Clinton não ajudam a entender o que ocorreu na nação americana. Será necessário deixar passar mais algum tempo para se chegar a conclusões sustentáveis. Não obstante, a recorrência de certos fenómenos pontuais permite alinhar algumas constatações de interesse.

De entre estas, a mais visível talvez tenha a ver com as limitações com que a partir de certa altura os responsáveis pelas sondagens à opinião pública esbarram e que lhes tolhem a capacidade de efetuar previsões mais sólidas. Limitações semelhantes parecem ter afetado igualmente muitos analistas políticos que, devendo abordar o tema com imparcialidade, acabam por dar a impressão de tomar as suas preferências pessoais por conclusões obtidas por vias mais rigorosas.

Finalmente, nem sempre a comunicação social terá cultivado o tema com uma distância e uma isenção que só contribuiriam para reforçar o seu prestígio e credibilidade.

A par destas reflexões, talvez seja chegado o momento de a classe política reavaliar a sua postura libertando-se de um certo tipo de retórica cujo prazo de validade parece já haver expirado.
Hillary Clinton política
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