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F. Falcão-Machado

Bento XVI

Do seu pontificado ficou ideia de profundidade teológica.

F. Falcão-Machado 27 de Fevereiro de 2015 às 00:30

Afastemo-nos por momentos de problemas – como as crises da Grécia e da Ucrânia – que tanto têm angustiado os cidadãos europeus, para recordar outros factos. Fará amanhã, sábado, 2 anos que o papa Bento XVI renunciou às suas funções de chefe de Estado do Vaticano e de líder da Igreja Católica Universal, após quase 8 anos de pontificado.

O papa Ratzinger justificou-se, frisando que "para governar a barca de Pedro e anunciar o Evangelho é necessário vigor, tanto do corpo como do espírito", vigor que julgou falhar-lhe. E iniciou um discreto retiro prolongado até aos dias de hoje.

Do seu pontificado ficou uma ideia de profundidade teológica, visível nos seus principais escritos, nomeadamente nas encíclicas "Spe salvi" e "Caritas in Veritate". Nesta última encíclica defendeu "a reforma quer da ONU, quer da arquitetura económica e financeira internacional sentida em especial perante o crescimento incessante da interdependência mundial".

Isso não impediu que fosse tido por demasiado conservador, sobretudo quando se compara o seu magistério, centrado na vivência evangélica, com a pastoral de causas do seu sucessor.

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