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F. Falcão-Machado

Germânia

A nova Alemanha causou preocupação mais pelo peso económico do que pelo poderio bélico.

F. Falcão-Machado 3 de Outubro de 2014 às 00:30

Após a queda do Muro de Berlim, em novembro de 1989, não demorou muito para a nação alemã se reunificar como um estado único e soberano. Houve na altura governos que resmungaram, como o de Paris ou o de Moscovo, talvez mais por razões ligadas às recordações da guerra do que outra coisa. Mas aquilo que restava da Rússia soviética encontrava-se particularmente ocupado com a crise da Chechénia e as suas eventuais repercussões no mundo islâmico.

Quanto a Mitterrand, nunca gozou de grande credibilidade junto da administração norte-americana, cujo papel no processo de reunificação foi, aliás, fundamental. As preocupações que a nova Alemanha começaria a causar resultaram, de facto, mais do seu peso económico do que do seu poderio bélico.

Essas preocupações encontraram, entretanto, um lenitivo quando Berlim mostrou perceber que o seu destino se encontrava solidariamente ligado ao da Europa como um todo e livre. É essa memória que torna obrigatório um permanente diálogo europeu num contexto apenas tornado possível com a reunificação germânica ocorrida oficialmente em 3 de setembro de 1990. Faz hoje precisamente 24 anos. 

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