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F. Falcão-Machado

Liga Árabe

À questão palestiniana [...] acresce a ameaça radical.

F. Falcão-Machado 3 de Abril de 2015 às 00:30

Não devem ter sido fáceis as conversações havidas durante a Cimeira da Liga Árabe realizada há poucos dias em Sharm el-Sheik, no Egito. Fundada em 1945 com o apoio britânico, a Liga Árabe, que tem sede no Cairo, reúne atualmente 22 países. Os seus objetivos são estreitar as relações dos estados-membros e coordenar a defesa dos respetivos interesses e soberania.

A agenda desta Cimeira foi densa. A situação no mundo árabe permanece confusa e o grau de soberania e independência dos seus estados é, na verdade, desigual. À questão palestiniana – que continua a ser uma dor de cabeça para os governantes locais – soma-se a ambiguidade da postura dos países mais influentes na área. A par dessa situação, acresce a ameaça do dito Estado Islâmico que tem sabido mobilizar uma militância devotada.

Ora a decisão mais relevante da Cimeira foi a criação, sob liderança saudita, de uma força militar conjunta destinada a intervir no conflito do Iémen. Do seu êxito dependerão outras iniciativas previstas para a região. Mas entretanto seria conveniente alcançar um acordo nas negociações de Genebra sobre o programa nuclear do Irão.

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