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F. Falcão-Machado

Porta sublime

Encontro do Papa com o Patriarca Ortodoxo foi mais um passo na aproximação das duas Igrejas.

F. Falcão-Machado 5 de Dezembro de 2014 às 00:30

Era este um nome que antigamente se dava a Istambul. Certo é que se tratava então da capital de um país-chave do Médio Oriente. É nesta ótica que se deve avaliar a visita que o Papa acaba de fazer à Turquia. Embora o convite não tivesse partido das autoridades turcas – e por isso se frisou o seu caráter apostólico – o Sumo Pontífice não deixou de ser recebido pelos respetivos governantes na sua qualidade de Chefe de Estado do Vaticano. O objetivo central da visita revelou-se na declaração conjunta assinada pelo Papa e por Bartolomeu I, Patriarca Ecuménico de Constantinopla. Neste documento, denuncia-se a situação dramática dos cristãos no Médio Oriente, a qual justificaria uma maior atenção da comunidade internacional, e insiste-se no diálogo "construtivo" com o Islão. O próprio encontro dos dois líderes religiosos foi, obviamente, mais um passo na aproximação das Igrejas Católica e Ortodoxa. Que efeitos terão estas propostas? Elas recordam o discurso que o Presidente Obama dirigiu ao mundo muçulmano na Universidade do Cairo, em 2009. Com os efeitos que se conhecem.

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