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F. Falcão-Machado

Suspense

A lógica de autoridade não está a pacificar a Catalunha.

F. Falcão-Machado 27 de Outubro de 2017 às 00:30
Embora evite intervir, a Europa está atenta ao conflito catalão. A reação de Madrid aos propósitos de uma proclamação unilateral da independência da Catalunha foi radical: invocando o artigo 155 da Constituição espanhola, o primeiro-ministro Rajoy ordenou o reforço das forças de segurança na região, promoveu o sufoco da economia catalã e propôs o controlo da comunicação social local.

Prevê-se, além disso, que, obtendo a aprovação do Senado, Rajoy proíba os partidos independentistas e proceda à prisão dos respetivos líderes. Será tão punitiva mensagem suficiente para acalmar os ânimos? É a questão que a comunidade internacional agora levanta.

De facto, os observadores mais avisados reconhecem que a lógica de autoridade do Estado soberano parece não contribuir para pacificar a sociedade catalã. O que significaria que estamos perante um risco sistémico do regime monárquico e não perante uma mera sublevação regional. Soluções possíveis? Que o Tribunal Constitucional espanhol clarifique as variadas interpretações que surgiram do famigerado artigo 155 e que se realizem novas eleições na Catalunha para se apurar, finalmente, o que é que o povo catalão verdadeiramente pretende.
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