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Fernanda Cachão

A qualquer carapuça

Molenbeek é uma das comunas da capital belga, Bruxelas, na semana passada atacada pelo Daesh.

Fernanda Cachão 29 de Março de 2016 às 00:30
Molenbeek é uma das comunas da capital belga, Bruxelas, na semana passada atacada pelo Daesh, onde vivem 100 mil pessoas e mais de 40 por cento não têm qualquer tipo de atividade. Vale a pena saber que há dez anos eram menos de 25 mil e nos próximos dez, a população crescerá ali 1,8 por cento ao ano. É para Molenbeek que a coisa de extrema-direita ‘Génération Identitaire’ está a marcar pelo Facebook uma manifestação para sábado, sob o lema ‘Expulsemos os islamitas’. Molenbeek calha-lhes bem. Há sempre um pobre, uma religião ou um capitalista para servir a todas as carapuças.

Na semana passada, depois dos atentados que provaram uma vez mais que a realidade europeia já não é o que era – e dificilmente poderá voltar a ser qualquer coisa que se assemelhe ao que já foi – um deputado do PCP relacionou num ‘post’ da sua conta de Facebook o terrorismo com as políticas de direita e que "tal como a pobreza, a fome, o desemprego, os baixos salários, a criminalidade, a guerra, a degradação cultural, artística, social e ambiental, também o terrorismo é resultado da ação dos nossos governos". Foi a mesma coisa que recitar um chavão e dizer que é um poema.
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